Por que fazemos ciência?
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“Por que fazemos ciência? ”é uma questão que traz
inquietações para muitos, dada a complexidade que a envolve. A ciência nos
auxilia a perceber melhor as diferentes realidades que nos cercam. No entanto “A
realidade é sempre mais complexa do que podemos perceber; por isto pesquisamos.
Ela é sempre diferente do que gostaríamos que fosse; por isto tentamos
modificá-la” (TOMANIK, 2009, p. 218). A ciência ajuda a identificar e
compreender os fenômenos. Possibilita descobertas. Tomanik (2009, p. 14) expõe ainda
acerca do caráter dinâmico que a ciência deve ter para que possa constituir num
corpo de conhecimentos efetivo e útil. Ele destaca quatro razões do caráter não
estático: 1) as ciências pretendem ser uma forma de conhecimento da realidade.
Tanto o mundo físico quanto o social estão em contínuo processo de
transformação. A realidade não é estática, e, por isto, os conhecimentos sobre
ela devem ser capazes de acompanhar, de refletir estas mudanças; 2) o avanço das ciências e das tecnologias
contribui para abrir novos campos e formas de pesquisa; 3) os conhecimentos
científicos não são aceitos unanimemente dentro da própria ciência e, 4) os
conhecimentos reunidos sob o título de ciência são recursos desenvolvidos pelo
homem, através da história, para suprir suas necessidades e aspirações. Na medida
em que estas se alteram, os objetivos específicos da ciência também podem
sofrer alterações.
Na visão de Goode e Hatt (1973, p. 11) “o
único propósito da ciência é o de compreender o mundo empírico no qual o homem
vive“.
Para Eco (1989, p. 22 e 23) um estudo é
científico quando responde aos seguintes requisitos: O estudo debruça-se sobre
um objeto reconhecível e definido de tal maneira que seja reconhecível
igualmente pelos outros. [...] O estudo deve dizer do objeto algo que ainda não
foi dito ou rever sob uma óptica diferente o que já se disse. [...] O estudo deve ser útil aos demais. O
estudo deve fornecer elementos para a verificação e a contestação das hipóteses
apresentadas e, portanto, para uma continuidade pública.
Nesse
sentido é que se pretende, por
meio de um estudo científico do Disclosure dos relatórios anuais das
Instituições de Ensino Superior (IES), compreender parte dos fenômenos
desta realidade e com este entendimento contribuir com a informação a ser
disponibilizada para as várias necessidades e aspirações de um público bastante
variado e cada vez mais exigente, exigência esta que também é provocada pelo
avanço da ciência além de outros fatores. Com a evolução da sociedade do conhecimento e
de uma postura socialmente responsável as instituições se valem de vários meios
para se comunicarem com a sociedade para evidenciar sua política de boa cidadania.
Mas esta tendência de divulgação de informação de natureza social e ambiental
não tem caráter obrigatório. A investigação acerca do disclosure desses dados por parte das IES poderá contribuir com vários
segmentos da sociedade.

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